Mesmo a lei federal nº 5.991, de 1973, permitindo que farmácias e drogarias comercializem apenas medicamentos, em algumas cidades, principalmente no interior, essas lojas estão oferecendo um mix de produtos cada vez maior.

 

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Segundo pesquisa da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), 70% da receita de farmácias e drogarias vem da comercialização de remédios e os outros 30% (a expectativa é que aumente para 40%), de produtos ligados à higiene e beleza, além de alimentos, bebidas, e até eletroeletrônicos.

 

40% do faturamento da rede Pague Menos, por exemplo, vem de não-medicamentos, vendidos em lojas afastadas das capitais, conta Francisco Deusmar de Queirós, presidente do grupo. “Muitas de nossas lojas fazem o papel de supermercado em cidades pequenas“, afirmou. A rede encerrou o ano passado com 585 lojas e deve abrir cerca de 100 em 2013.

 

“O mix do que é considerado não-medicamento depende de Estado para Estado. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a lei local é a mais flexível do País e até permite a venda de bebidas alcóolicas“, afirma Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma.

 

A pesquisa “Primeiro Levantamento Nacional do Perfil de Compradores em Farmácias”, feita em 12 capitais pelo ICTQ (Instituto de Pós-Graduação para Farmacêuticos), em parceria com o Datafolha, mostrou que os consumidores mais velhos, os menos favorecidos economicamente e os que não estão inseridos no mercado de trabalho são atraídos para as farmácias pelos medicamentos. Já os produtos de beleza chamam mais a atenção das mulheres, dos mais jovens e da classe A. Os medicamentos tem vendas mais significativas em São Paulo e Campo Grande, e os produtos de higiene pessoal vendem mais em Curitiba e Goiânia. Já os cosméticos são mais procurados em Curitiba, Goiânia e Belém.

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende discutir essas “distorções” do conceito de farmácia no País em breve, segundo Dirceu Barbano, presidente da instituição. “A sociedade brasileira tem uma visão americanizada, que vê farmácia como loja de conveniência.” Para ele, a Anvisa segue a lei, mas entende que existem situações diferentes em cada Estado, amparadas por liminares e legislações locais. “Defendemos o modelo de que farmácia é o local para a venda de medicamentos”, afirmou.

 

Para os consumidores, a farmácia funcionar também como loja de conveniência significa praticidade e, por isso, apoiam a ideia.

 

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Zé Catral
Fonte: Supermercado Moderno.

Foto: Divulgação.

Ofertas válidas somente para a data da publicação. Data: 2 de maio de 2013.