As massas frescas e instantâneas estão trazendo de volta o movimento para a seção de massas, que tem muito ainda a crescer no Brasil. Mesmo o país sendo o terceiro produtor mundial de massas, nosso povo ainda não se rendeu a enorme variedade de pratos possíveis de serem feitos com o macarrão. Dados da International Pasta Organization (IPO), o Brasil ocupa o18º lugar em consumo per capita do alimento, com 6,4 kg, enquanto a Itália, a primeira do ranking, consome 26 kg, e, nos EUA, o consumo alcança os 10 quilos per capita, o que comprova que ainda há espaço para crescimento de consumo no Brasil.

E o que não falta é estímulo. Com o aumento na renda dos brasileiros e seu valor, consideravelmente barato, as indústrias de massas no país começaram a inovar. Os fabricantes oferecem sabores inusitados e novas receitas, com a utilização de ingredientes que tornam os pratos mais gostosos e nutritivos. Também é notável o investimento em formatos e embalagens com pesos diferenciados, permitindo atender a um número cada vez maior de consumidores.

As parcerias entre fabricantes do alimento e supermercados é uma estratégia importante para fomentar o mercado e aquecer a venda, tanto do macarrão quanto dos ingredientes usados no cozimento do prato e acompanhamentos, onde entram molhos de tomate, creme de leite, queijos, frutos do mar, cogumelos e vinhos. Todos os produtos relacionados às massas podem lucrar com aumento no volume de vendas. Uma tática interessante é o supermercadista dispor, em parceria com o fabricante, receitas de massas nas gôndolas. O consumidor brasileiro, sempre atento às novidades, é estimulado a experimentar novas receitas, comprando o lançamento e os ingredientes oferecidos no ponto de venda.

As massas frescas, como o ravióli e o caneloni, representam o lado “gourmet” do produto e atrai consumidores sofisticados, que procuram receitas rápidas e práticas, por já conterem o recheio. Para facilitar a vida desses consumidores, posicione as bebidas para o acompanhamento, como vinhos, próximo ao alimento. Já as massas instantâneas agradam a todos os públicos, mas principalmente ao público infantil, por suas embalagens coloridas. Assim, é interessante colocar os pacotes nas gôndolas mais baixas para facilitar a visualização por parte dos pequenos consumidores.

Supermercadista atento fica de olho nas classes D e E, principais responsáveis pelo aquecimento nas vendas, após a redução de 9,25% das massas na alíquota PIS/Cofins no final de 2011. O prazo esgotou em junho desse ano, mas permitiu a redução dos preços, desde a produção até o consumidor final.

 
Zé Catral
 
Fonte: Revista Gôndola
Foto: Divulgação

Ofertas válidas somente para a data da publicação. Data: 30 de agosto de 2012.