As antigas padarias, que ofereciam pães fresquinhos, bolos, biscoitos e guloseimas, e recebiam clientes apenas em certos horários da manhã e da noite estão passando por uma transformação. Agora chamadas de panificadoras e confeitarias, elas se transformaram em centros de convivência, gastronomia e serviços. Por estarem situadas num setor onde não existe crise, seus empresários só falam em crescimento constante.

Hoje, as panificadoras e confeitarias estão cada vez mais acolhedoras, se transformando em locais calmos onde é possível degustar, conversar, e sair um pouco da correria diária. Essas novas características foram registradas no ‘Estudo de Tendências: Perspectivas para a Panificação e Confeitaria 2009/2017’, realizado pelo Sebrae Nacional, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).

São as mudanças de comportamento, necessidades e preferências do consumidor que pedem que essas lojas se transformem para melhor atende-los. E a tendência é mundial: em todas as lojas eles pedem produtos mais saudáveis, contendo cereais integrais, ingredientes de melhor qualidade e menos óleo e açúcar nas receitas.

E é bom que os empresários se preparem, pois o modelo de gestão está se tornando mais sofisticado, e abrange práticas dos setores industrial, de comércio e de serviços. Não dá mais para administrar empiricamente e com amadorismo, pois a gestão das panificadoras e confeitarias está cada vez mais planejada, profissional e tecnológica.

Sobre o mercado nacional, existem hoje aproximadamente 63,2 mil panificadoras, sendo 60 mil micro e pequenas empresas, e 127 mil empresários comandando o mercado no país.

Segundo a Abip, a panificação está entre os seis maiores segmentos industriais do País, com participação de 36% na indústria de produtos alimentares e 6% na indústria de transformação. E, neste ano, o faturamento do setor deverá crescer em torno de 13%. “Ouso dizer que nosso setor não viu crise; ao contrário, com a tendência das pessoas ficarem mais em casa, o consumo dos nossos produtos aumentou”, explica Alexandre.

Mais de 60% dos brasileiros consomem pão no café da manhã e 98% da população são consumidores de produtos panificados, de acordo com o estudo. Dos pães consumidos no Brasil, 86% são artesanais, correspondendo 52% ao pão francês. Quase metade do faturamento das panificadoras (48%) provém da produção própria, da qual 25% correspondem ao pão francês e 75% aos demais produtos.

O estudo do Sebrae e Abip diz que o consumo de pães tem aumentado no Brasil, nos últimos anos, inclusive com a inclusão de produtos elaborados com outras matérias-primas, como a mandioca e o milho. E o setor também tem participação nas vendas de bebidas, frios, congelados, laticínios, cigarros, bomboniére, sorvete etc.

Zé Catral

Fonte: Revista PEGN.
Foto: Divulgação.

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