Depois de seu pai, de 57 anos, ser demitido de uma fábrica de móveis após 20 anos de empresa, e sofrer um enfarte por causa de uma depressão causada pela falta de perspectiva de recolocação no mercado, Rubens Augusto Jr., de 25 anos,  teve que mudar totalmente a sua vida. Economista que nunca pensou em abrir o próprio negócio, o rapaz resolveu começar uma empresa para ser o empregador do seu pai.

Sem nenhuma experiência em gestão, e nem investimento suficiente, Rubens Augusto Jr. resolveu enfrentar os problemas, como a crise que o país vivia no começo dos anos 80, e foi pesquisar que tipo de negócio teria.

Então, ele se lembrou que entendi de pizza, pois assava algumas para os amigos que iam à sua casa nos finais de semana. “Era o que eu sabia e gostava de fazer”, diz. E, analisando, ele percebeu que em São Paulo existiam poucas empresas que faziam “pizza para viagem”. Então, alugou um sobrado antigo e abriu a pizzaria Patroni, com 9 funcionários que se revezavam nas tarefas administrativas e no forno a lenha. Um deles, o senhor Rubens.

Hoje, com 53 anos, Augusto Jr. afirma que sua missão foi cumprida, pois o pai, que os médicos diziam que tinha apenas mais um ano de vida, viveu mais 13 anos após a abertura da pizzaria. E, para surpresa de todos, principalmente do próprio Augusto Jr., a Patroni se tornou uma das maiores franquias do segmento do Brasil, com 93 lojas em funcionamento e 38 em obras, em shoppings de 15 estados, além do Distrito Federal. Entre os estabelecimentos vinculados à Associação Brasileira de Franchising, a rede é a segunda maior na categoria “Pizzas e Massas”, perdendo apenas para a Spoleto, que tem 267 lojas no Brasil. Até as concorrentes Pizza Hut e Domino’s foram superadas pela Patroni, que já está na terceira geração.

Atualmente, o primogênito de Augusto Jr., Rafael Augusto, de 29 anos, é diretor de marketing, e a filha Patrícia Augusto, 25, é assistente jurídica, e ao todo, a Patroni possui 1,5 mil funcionários e atende 5 mil clientes por mês. A empresa espera ter faturamento de R$ 280 milhões no final de 2012, 35% a mais do que no ano anterior. “Essa é a média de crescimento anual da Patroni”, diz o dono.

Augusto Jr. se orgulha de ter começado a empresa sem nenhum centavo, para agradar o seu pai. “Continuo fazendo pessoas felizes.”, afirma. Na época, ele fez um empréstimo dos tios e entrou em sociedade com dois cunhados para juntar os R$ 20 mil do investimento inicial. No primeiro ano, um dos sócios saiu do negócio, e passado o tempo, seu pai e o outro cunhado morreram, ficando Augusto Jr. sozinho no negócio.

Com 9 pizzarias abertas, as pessoas começaram a procurar a empresa para abrir franquias Patroni. E, por a demanda ser bem diversificada, Augusto Jr. adotou duas versões de franquias: a Classic, para as classes C e D, e a Premium, para as A e B. As principais diferenças estão nos custos de abertura da loja (Classic, de R$ 200 mil a R$ 250 mil; e Premium, R$ 300 mil), no material da fachada (na Classic, o luminoso é de acrílico; na Premium, de madeira), e no cardápio (o Premium oferece opções exclusivas, como ravióli de tomate seco com mussarela de búfala). A Patroni também tem pratos para o almoço e petiscos para o happy hour.

E, para adaptar seu modelo de negócios ao sistema de fast-food, reduziu o tempo de preparo de uma pizza de 20 minutos para 7, e conseguiu armazenar as lenhas do forno nos 40 m² das lojas. Em 2009, sua equipe criou o briquete, que substituiu a lenha e eliminou o problema de espaço, e tornou a produção sustentável. Rafael Augusto diz que o material ajuda a preservar uma área equivalente a 50 estádios de futebol por ano.

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Zé Catral

Fonte: Época Negócios.
Foto: Divulgação.

Ofertas válidas somente para a data da publicação. Data: 16 de novembro de 2012.