A gourmetização do fast food, ou gastronomização do sanduíche, traduz o movimento que transforma em boutiques de hambúrguer as lanchonetes tradicionais. O movimento não é novo, apesar de ter tomado força este ano. São diferenciados dos sanduíches comuns por levarem carnes nobres no ponto escolhido pelo cliente, preparados por chapeiros gourmets, em um ambiente intimista que privilegia o conforto e a elegância. Para Rita Poli, diretora da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP) “é a rapidez do fast food com qualidade ‘prime’, que inclui produtos diferenciados e de boa procedência na preparação dos hambúrgueres”.

Os clientes que procuram esses serviços são exigentes, não se contentam com um bom produto, ele quer um serviço eficiente, um ambiente bem desenhado, bem cuidado e casual, com uma equipe hospitaleira que o faça se sentir em casa. As lojas contam com chapeiros com treinamento especializado para lidar com o produto.

Os sanduíches mais pedidos nas casas famosas de São Paulo contam com molho de tomate fresco, rodelas de mussarela de búfala, tomate caqui, carnes nobres como picanha e fraldinha, sempre frescas recebidas diariamente, hambúrguer de soja e shiitake. Em algumas lojas, eles dividem espaço com refeições como salmão e carré de cordeiro.

O empreendedor que queira abrir um negócio nesse ramo deve ter em mente que o custo de montagem é alto e que o período de recuperação do capital gira entre dois e três anos. Isso reflete no valor do produto, que tem custo médio de R$ 25. Os consumidores, jovens adultos entre 20 e 30 anos, pagam com prazer.

Zé Catral
 
Fonte: Diário do Comércio
Foto: Divulgação

Ofertas válidas somente para a data da publicação. Data: 2 de agosto de 2012.